Técnicas de propaganda computacional

Investigando a comercialização de funções do Instagram

Nossa pesquisa procura mapear elementos do Instagram que estão sujeitos à comercialização e podem ser utilizados no contexto de campanhas de desinformação. O projeto tem por premissa que a plataforma é um instrumento e toda atividade nela visa, de alguma forma, manipulá-la enquanto ferramenta para um determinado fim. Assim, entendendo que o uso das redes sociais é moldado por incentivos externos que interagem com a materialidade (funções, métricas, arquitetura) das plataformas, a pesquisa parte do Instagram para uma análise do contexto. A partir de uma abordagem multi-método, ela visa entender como os interesses externos dos atores (prestígio, dinheiro, visibilidade, mobilização política) articulados com as funcionalidades da plataforma (e.g likes, hashtags, stories, etc) e com outras práticas e serviços que a orbitam (monitoramento de redes, repositórios, etc.) criam espaços para atividades que poderiam ser articulados para amplificar comportamento inautêntico e mesmo desinformação. O objetivo é mapear os casos em que o conjunto desses elementos contextuais, estruturais e sociais do Instagram no Brasil dão margem para esses serviços de forma comercial.


Equipe responsável

Caio Machado

Diretor Executivo

Advogado e cientista social, cofundador do Vero. Mestre em ciências sociais por Oxford, mestre em direito pela Sorbonne e bacharel em direito pela USP. Pesquisador na Universidade de Oxford. Especialista em Inteligência Artificial e desinformação, possui diversas publicações sobre desinformação política e científica no Whatsapp, Twitter e YouTube.

Isabela Inês

Pesquisadora Júnior

Graduada em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco. Bolsista no Fórum de Governança da Internet da América Latina e Caribe 2019, do Fórum da Internet do Brasil 2019, da 3ª Edição da Diplomatura en Governanza da Internet (DiGI) e do Summer Institute do Berkman Klein Center, da Universidade de Harvard, em 2020.